Os dons do Espírito Santo – Papa João Paulo II

INTRODUÇÃO

Ecoam em toda a Igreja as palavras que Cristo ressuscitado dirigiu aos seus apóstolos na tarde da ressurreição, palavras de dom e promessa: “Recebei o Espírito Santo” (João 20,23). A ressurreição realizou em plenitude o desígnio salvífico do Redentor, o derramar ilimitado do Amor divino sobre os homens. Incumbe agora ao Espírito implicar cada um de nós nesse desígnio de Amor.

Por isso existe uma estreita ligação entre a missão de Cristo e o dom do Espírito Santo, prometido aos Apóstolos, pouco antes da Paixão, como fruto do sacrifício da Cruz: “Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco, o Espírito da Verdade… que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse (João 14-16,17,26). Significati­vamente, já moribundo na Cruz, Cristo “entregou o Espírito” como primícia da Redenção (cf. João 19-30). Por isso, num certo sentido a Páscoa bem pode chamar-se o primeiro Pentecostes – “recebei o Espírito Santo” – na espera do Seu derramamento público e solene sobre a comunidade primitiva do Cenáculo, cinquenta dias depois.

“O Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos” (Rm 8, 11) deve habitar em nós e levar-nos a uma vida cada vez mais conforme à de Cristo ressuscitado. Todo o mistério da Salvação é um acontecimento de amor trinitário, do Amor que medeia entre o Pai e o Filho no Espírito Santo. A Páscoa introduz-nos neste Amor pela comunicação do Espírito Santo, “que é o Senhor e fonte da vida” (Symbolum niceno-constantino).

Assim, meditemos sobre os dons do Espírito Santo. E invocaremos a intercessão da Virgem para que nos conceda compreender mais em profundidade tais dons, recordando com fé que foi sobre ela que desceu primeiro o Espírito Santo e a força do Altíssimo estendeu a Sua sombra” (Lucas 1-35).João Paulo II, em audiências

1.           SABEDORIA

O primeiro e maior dos dons do Espírito Santo é a Sabedoria, que é a luz que se recebe do alto; é uma participação especial no conhecimento misterioso e superior que é próprio de Deus. Podemos ler na Sagrada Escritura: “Por isso pedi, e foi-me dada a inteligência; supliquei, e veio a mim o espírito de sabedoria. Preferi-a aos cetros e aos tronos, e, em comparação com ela, vi que não eram nada as riquezas (Sb 7, 7-8). Esta sabedoria superior é a raiz de um novo conhecimento impregnado de caridade, graças ao qual a alma adquire familiaridade com as coisas divinas e, de certa forma, prova o seu sabor. S. Tomás fala precisamente de “um certo sabor de Deus” (Summa Theol. II-II, q.45, a. 2, ad. 1), pelo que o verdadeiro Sábio não é o que sabe as coisas de Deus mas sim o que as experimenta e as vive.

Por outro lado, este conhecimento sapiencial dá-nos uma capacidade especial para julgar as coisas humanas segunda a medida de Deus, à luz de Deus. Iluminado por este dom, o cristão sabe aperceber interiormente as realidades do mundo: ninguém melhor que ele é capaz de apreciar os valores autênticos da criação, olhando-os com os próprios olhos de Deus. Um exemplo fascinante desta percepção superior da “linguagem da criação” é o que podemos encontrar no Cântico das Criaturas de S. Francisco de Assis.

Graças a este dom, toda a vida do cristão, com os seus acontecimentos, projetos, realizações, é alcançada pelo sopro do Espírito, que a impregna com a luz “que vem do Alto”, como o testemunharam tantas almas escolhidas também nos nossos tempos. Em todas estas almas repetem-se as “grandes coisas” operadas em Maria pelo Espírito. Ela, a quem a piedade tradicional venera como “Sedes Sapientiae”, nos conduza, a cada um de nós, a provar interiormente as coisas celestes.

2.           ENTENDIMENTO

Detenhamo-nos no segundo dom do Espírito Santo: o entendimento. Sabemos bem que a fé é adesão a Deus no lusco-fusco do mistério; mas é também busca movida pelo desejo de conhecer mais e melhor a verdade revelada. Este impulso interior vem-nos do Espírito, que em conjunto com a fé nos concede precisamente este dom especial de inteligência, quase de intuição da verdade divina.

A palavra inteligência deriva do latim intus legere, que significa ler dentro, penetrar, compreender a fundo. Através deste dom, o Espírito Santo, que “penetra as profundidades de Deus” (1 Co 2, 10), comunica ao crente uma centelha dessa capacidade penetrante que lhe abre o coração à gozosa percepção do desígnio amoroso de Deus. Renova-se assim a experiência dos discípulos de Emaús, os quais, depois de terem reconhecido o Ressuscitado na fração do pão, diziam uns aos outros: “Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24, 32).

Esta inteligência sobrenatural é dada não apenas individualmente mas também à comunidade: aos Pastores que, como sucessores dos Apóstolos, são herdeiros da promessa específica que Cristo lhes fez (cf. Jo 14, 26; 16, 13) e aos fiéis que, graças à “unção” do Espírito (cf. 1Jo 2, 20 e 27 – “Vós, porém, tendes uma unção recebida do Santo e todos estais instruídos…”) possuem um especial “”sentido da fé” (sensus fidei) que os guia nas opções concretas. Efetivamente, a luz do Espírito, ao mesmo tempo que agudiza a inteligência das coisas divinas, torna também mais límpido e penetrante o entendimento das coisas humanas. Graças a essa luz, vêem-se melhor os numerosos sinais de Deus que estão inscritos na criação. Descobre-se a dimensão não apenas terrena dos acontecimentos de que é tecida a história humana. E pode conseguir-se mesmo decifrar profeticamente o tempo presente e o futuro: sinais dos tempos, sinais de Deus!

Dirijamo-nos ao Espírito com as palavras da liturgia: “Vinde, Ó Santo Espírito, acendei na terra vossa luz fulgente” (Sequência de Pentecostes). Invoquemo-lo por intercessão de Maria Santíssima, Virgem da Escuta, que conseguiu ler incansavelmente à luz do Espírito o sentido profundo dos mistérios nela realizados pelo Todo-poderoso (cf. Lc 2, 19 e 51). A contemplação das maravilhas de Deus será também para nós fonte de alegria inesgotável: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1, 46s.).

3.           CIÊNCIA

Falemos de outro dom do Espírito Santo, o da ciência, pelo qual nos é dado a conhecer o verdadeiro valor das criaturas na sua relação com o Criador. Sabemos que o homem moderno, precisamente em virtude do desenvolvimento das ciências, está particularmente exposto à tentação de dar uma interpretação naturalística ao mundo; perante a riqueza multiforme das coisas, da sua complexidade, variedade e beleza, a humanidade corre o risco de as absolutizar e quase de divinizá-las até as transformar no fim supremo da vida de cada um. Isto sucede, sobretudo, quando se trata das riquezas, do prazer ou do poder que as coisas materiais podem proporcionar. É perante estes ídolos que o mundo hoje frequentemente se verga.

Para resistir a essa tentação subtil e para remediar as consequências nefastas que daí podem advir, o Espírito Santo socorre o homem com o dom da ciência. É esta que ajuda a valorar correta­mente as coisas na sua dependência essencial em relação ao Criador. Graças a ela – como escreve S. Tomás – o homem não estima as criaturas mais do que elas valem e não as transforma na finalidade da sua vida em detrimento de Deus (cf. S. Th.,II-II, q. 9, a. 4). Assim, consegue descobrir o sentido teológico da criação vendo as coisas como manifestações verdadeiras e reais, embora limitadas, da verdade, da beleza do amor infinito que é Deus e, consequentemente, sente-se impelido a traduzir esta descoberta em louvor, cânticos, oração e ação de graças. É isto que tantas vezes e de tantas formas nos sugere o livro dos Salmos, como entre outros: “Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sal 18/19, 2; cf. Sal 8, 2), “Louvai ao SENHOR do alto dos céus; louvai-o nas alturas! Louvai-o, Sol e Lua; louvai-o, estrelas luminosas” (Sal 148 1. 3).

O homem, iluminado pela Ciência, descobre ainda a infinita distância que separa o criador da criação, a sua intrínseca limitação, a insídia que pode constituir quando, pelo pecado, dela (criação) é feito mau uso. É uma descoberta que o leva a aperceber-se da sua pequenez e lhe dá ímpeto e confiança para se voltar para Aquele que é o único que pode saciá-lo no seu apetite pelo infinito. Esta foi a experiência dos Santos, mas foi vivida de forma singular pela Virgem que, com o exemplo do seu percurso, nos ensina a caminhar entre as vicissitudes do mundo com os nossos corações fixados na única fonte da verdadeira alegria. João Paulo II, em audiências entre 2 de Abril e 11 de Junho de 1989.

4.           CONSELHO

Continuando a reflexão sobre os dons do Espírito Santo, vejamos o dom do Conselho. É dado ao cristão para iluminar a consciência nas opções morais que a vida diariamente impõe. É uma necessidade muito sentida no nosso tempo, turvado por muitos focos de crise e por um ambiente de incerteza lançado sobre os verdadeiros valores, sendo necessário proceder a uma espécie de “reconstrução das consciências”. Há necessidade de neutralizar alguns factores destrutivos que facilmente se insinuam no espírito humano quando este se mostra agitado pelas paixões; e há necessidade de introduzir nas consciências elementos sãos e positivos.

Neste empenho de recuperação moral, a Igreja deve estar e está na primeira linha: e daí a súplica que brota do coração dos seus membros – todos nós – para obter antes de mais a ajuda de uma luz do alto. O Espírito de Deus vem ao encontro desta súplica com o Dom do Conselho, com o qual enriquece e aperfeiçoa a virtude da prudência e guia interiormente a alma iluminando-a sobre o que deve fazer, especialmente quando se trata de opções importantes ou de um caminho a percorrer entre dificuldades e obstáculos. E, na realidade, a experiência confirma que “Os pensamentos dos mortais são hesitantes, e incertas as nossas reflexões”, como diz o Livro da Sabedoria (9, 14).

O dom do conselho atua como um sopro novo na consciência, sugerindo-lhe o que é lícito, o que corresponde ou convém mais à alma (cf. S. Boaventura, Collationes de septem donis Spiritus Sancti, VII, 5). A consciência converte-se então no “olho são” de que fala o Evangelho (Mt 6, 22) e adquire uma espécie de nova pupila graças à qual se torna possível ver melhor o que há que fazer em determinadas circunstâncias por mais complicadas ou difíceis. O cristão, ajudado por este dom, penetra no verdadeiro sentido dos valores evangélicos, especialmente nos manifestados no Sermão da Montanha (cf. Mt 5-7).

Por isso, peçamos o dom do conselho. Peçamo-lo para nós e, de modo particular, para os Pastores da Igreja, chamados tantas vezes pelo dever a tomar decisões árduas e penosas. E peçamo-lo por intercessão daquela a quem saudamos nas “ladainhas” (litanias) como Mater Boni Consilii, Mãe do Bom Conselho.

5.           FORTALEZA

No nosso tempo muitos exaltam a força física, chegando inclusivamente a aprovar as mani­festações extremas de violência. Mas, na realidade, o homem apercebe-se continuamente da sua debilidade, especialmente no campo espiritual e moral, cedendo aos impulsos das paixões internas e das pressões que sobre ele exerce o ambiente circundante. É precisamente para resistir a estas múltiplas provocações que é necessária a virtude da fortaleza, que é uma das quatro virtudes cardeais sobre as quais se apoia todo o edifício da vida moral: a fortaleza é a virtude de quem cumpre o seu dever sem olhar a compromissos.

Esta virtude encontra pouco espaço numa sociedade em que estão difundidas as práticas da cedência e da acomodação perante os atropelos e a dureza utilizadas nas relações econômicas, sociais e políticas. A timidez e a agressividade são duas formas de falta de fortaleza que, frequentemente, se encontram no comportamento humano, com a consequente repetição do triste espetáculo de quem é manso e submisso com os poderosos e prepotente em face dos indefesos. Talvez nunca como hoje a virtude moral da fortaleza tenha necessidade de ser suportada pelo dom homônimo do Espírito Santo.

O dom da fortaleza é um impulso sobrenatural, que dá vigor à alma não apenas em momentos dramáticos como no caso do martírio, mas também nas situações normais de dificuldade: na luta por permanecermos coerentes com os nossos princípios; no suportar ofensas e ataques injustos; na perseverança valente no caminho da verdade e honradez, mesmo que por entre incompreensões e hostilidades.

Quando experimentamos, como Jesus no Getsémani, a “debilidade da carne” (cf. Mt 26, 41; Mc 14, 38), quer dizer, da natureza humana submetida às dificuldades físicas e psicológicas, temos que invocar do Espírito Santo o dom da fortaleza para permanecer firmes e decididos no caminho do bem. Então poderemos repetir com São Paulo: “Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Co 12, 10).

São muitos os seguidores de Cristo – Pastores e fiéis, sacerdotes, religiosos e leigos, comprometidos em todo o campo do apostolado e da vida social – que, em todos os tempos e também no nosso, conheceram e conhecem o martírio do corpo e da alma, em íntima união com a Mater Dolorosa junto à cruz. Eles superaram tudo graças a este dom do Espírito. Peçamos a Maria, a quem saudamos como Regina coeli, que nos obtenha o dom da fortaleza em todas as vicissitudes da vida e na hora da nossa morte.

 6.               PIEDADE

Falemos agora de outro insigne dom do Espírito Santo: a Piedade. Através deste, o Espírito cura o nosso coração de todo o tipo de dureza e abre-o à ternura para com Deus e com os Irmãos.

A ternura, como atitude sinceramente filial para com Deus, exprime-se na oração. A expe­riência da própria pobreza existencial, do vazio que tantas coisas terrenas deixam na alma, suscita no homem a necessidade de recorrer a Deus para obter graça, ajuda, perdão. O dom da piedade orienta e alimenta essa necessidade, enriquecendo-a com sentimentos de profunda confiança em Deus, experimentado como pai providente e bom. Neste sentido, escreveu S. Paulo: “Deus enviou o seu Filho … a fim de recebermos a adopção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: ‘Abbá! – Pai!’ Deste modo, já não és escravo, mas filho…” (Ga 4, 4-7; cf. Rm 8, 15).

A ternura, como abertura autenticamente fraterna ao próximo, manifesta-se na mansidão. Com o dom da piedade, o Espírito Santo infunde no crente uma nova capacidade de amar o próximo, fazendo com que o seu coração de certa forma participe da mesma mansidão do Coração de Cristo. O cristão piedoso sempre consegue ver os outros como filhos do mesmo pai, chamados a tomar parte na família de Deus que é a Igreja. Por isto, sente-se impelido a tratá-los com a gentileza e amabilidade próprias de uma genuína relação fraterna. Acresce que o dom da piedade extingue no coração os focos de tensão e de divisão como a amargura, a cólera, a impaciência e alimenta-o com sentimentos de compreensão, tolerância e perdão. Este dom está, por isso, na raiz daquela nova comunidade humana que se fundamenta na civilização do amor.

Invoquemos ao Espírito Santo una renovada efusão deste dom, confiando a nossa súplica à intercessão de Maria, modelo sublime de oração fervorosa e de doçura materna. Ela, a quem a Igreja nas ladainhas (litanias) de Loreto saúda como Vas insignae devotionis, nos ensine a adorar a Deus “em espírito e verdade” (Jo 4, 23) e a abrir-nos, com coração manso e acolhedor a todos os que são Seus filhos e, por isso, nossos irmãos. Peçamo-lo com as palavras do Salve Regina: “…O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria!”.

7.               TEMOR DE DEUS

Completo as minhas reflexões sobre os dons do Espírito Santo falando do dom do Temor de Deus. A Sagrada Escritura afirma que “o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sal 110/111, 10; Pr 1, 7). Mas de que temor se trata? Não certamente de esse “medo de Deus” que leva a que se evite mesmo pensar n’Ele, como algo ou alguém que perturba e inquieta. Este foi o estado de espírito que, segundo a Bíblia, levou os nossos antepassados, após o pecado, a esconder-se “do Senhor Deus, por entre o arvoredo do jardim” (Gn 3, 8); este foi também o sentimento do servo preguiçoso e mau da parábola evangélica, que fez “um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor” (cf. Mt 25, 18. 26). Mas este conceito de temor como sinónimo de medo não é semelhante ao conceito de temor como dom do Espírito.

Aqui trata-se de algo muito mais nobre e sublime; é o sentimento sincero que o homem experimenta frente à tremenda majestade de Deus, especialmente quando reflecte sobre as próprias infidelidades e sobre o perigo de ser “pesado na balança e encontrado muito leve” (Dn 5, 27) no juízo final ao qual ninguém pode escapar. O crente apresenta-se e põe-se diante de Deus com o “espírito contrito” e com o “coração arrependido” (cf. Sal 50/51, 19), sabendo bem que deve atender à própria salvação “com temor e tremor” (Flp 2, 12). Porém, tal não significa medo irracional mas sim sentido de responsabilidade e de fidelidade à Sua lei.

O Espírito Santo assume todo este conjunto e eleva-o com o dom do temor de Deus. Certamente ele não exclui a inquietação que nasce da consciência das faltas cometidas e da perspectiva do castigo divino, mas suaviza com a fé na misericórdia divina e com a certeza da solicitude paterna de Deus, que quer a salvação eterna de todos. Assim, com este dom o Espírito Santo infunde na alma especialmente o temor filial, que é um sentimento arreigado no amor de Deus: a alma preocupa-se então em não desgostar Deus, amado como Pai, e de O não ofender em nada, de “permanecer e crescer na caridade” (cf. Jo 15, 4-7).

Deste santo e justo temor, conjugado na alma com o amor a Deus, depende toda a prática das virtudes cristãs, e especialmente as da humildade, da temperança, da castidade, da mortificação dos sentidos. Recordemos a exortação do Apóstolo Paulo aos Coríntios: “caríssimos, purifiquemo-nos de toda a mácula da carne e do espírito, completando a obra da nossa santificação no temor de Deus” (2 Cor 7, 1). É uma advertência para todos nós que, por vezes, com tanta facilidade transgredimos a Lei de Deus, ignorando ou desafiando os seus castigos.

Invoquemos o Espírito Santo para que derrame largamente o dom do santo temor a Deus nos homens do nosso tempo. Invoquemo-lo por intercessão de Aquela que, perante o anúncio da mensagem do anjo “se perturbou” (Lc 1, 29) e, ainda nervosa pela inaudita responsabilidade que lhe era confiada, soube pronunciar o “fiat” da fé, da obediência e do amor.

1 opinião sobre “Os dons do Espírito Santo – Papa João Paulo II”

  1. Fr. Manuel F. Sousa disse:

    Obrigado por terem esta catequese tao profunda de S. Joao Paulo II no vosso sitio da internet. Vale a pena ler e meditar. Ja usei estas catequeses em retiros que tenho dirigido. Vale a pena. Mais uma vez, obrigado. Padre Manuel Fontes Sousa, Turlock, California

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