Visitação

visitação1 – O que é o Ministério da Visitação? Qual é a sua missão?
Viver o Cristianismo é colocar o dom a serviço de Deus e dos irmãos, é colocar o dom a serviço da evangelização. Por isso, na Igreja, existem diversos ministérios. Os Ministros da Visitação têm a missão de estabelecer laços com as pessoas que se encontram em uma região de toda a grande área paroquial. Sua primeira atividade é, como o próprio nome diz, visitar,ir ao encontro das pessoas. Mas, a partir das visitas, estabelecer laços, ouvir alegrias e tristezas, ver o que é preciso, encaminhar para os demais grupos e serviços da comunidade. Além disso, onde for preciso e dentro das normas que nosso Arcebispo vai indicar, poderão abençoar os locais visitados e as pessoas que lá estiverem.

Antes de tudo, o Ministério da Visitação é um gesto de solidariedade, imitando o exemplo do Filho de Deus durante toda a sua vida. Sua bondade e seu amor pela humanidade contagiaram a todos. Inspirado em Jesus, o Ministério está sempre em busca do bem integral de cada pessoa. A visitação sempre respeita os valores e louva a pessoa de Cristo. A fraternidade é essencial nessa missão. É preciso estar sempre disposto a fazer algo bom e útil, além de ajudar os visitados.

Quando é feita uma visita, leva-se em consideração o bem daquele indivíduo e o que os ministros têm a oferecer a ele. O homem é, por natureza, sociável e usa desta qualidade para promover o bem, refletindo a dinâmica de Cristo.

“Quando trabalhamos na mesma missão, principalmente se esta tem como finalidade o Reino de Deus, conjugando-se idéias, esforços e programas de vida, que acabem por semear uma amizade fecunda e prazerosa para todos que a compartilham e dela usufruem.”

2 – Qual é a importânica desse trabalho?
Os Ministros da Visitação levam a Igreja para mais perto das pessoas. Estabelecem vínculos de relacionamento. Conhecem a vida, podemos dizer sem exagerar, de cada pessoas que reside ou trabalha ou estuda na área que está sobre a responsabilidade do ministro ou da ministra. O anúncio do Evangelho tem uma dimensão de grupo, de massa, onde todas as pessoas se reúnem para, por exemplo, celebrar e testemunhar a Fé. Mas possui também uma dimensão de relacionamento fraterno, onde o conhecimento de cada situação é indispensável.

3 – Onde acontecem as visitas?
As visitas poderão acontecer nas casas, mas também em todos os outros lugares onde as pessoas estejam, como locais de trabalho, escolas e tantos outros lugares.

4- Como deve ser o perfil dos participantes deste Ministério?
O ideal é que os ministros e ministras sejam residentes nos lugares onde venham a atuar. Sejam pessoas que conhecem bem os ritmos de vida das pessoas, que partilhem de suas alegrias e de seus problemas. Enfim que conheçam a partir de dentro. Sejam também pessoas com algum reconhecimento na área. Precisam ter bom testemunho, sendo reconhecidas como gente católica, praticante, sem problemas morais  que venham a afetar o trabalho evangelizador. Importa ainda que não tenha muitos outros serviços, pois precisam estar disponíveis para a visitação.

5 – Os padres não poderiam realizar esse trabalho?
E interessante observar que os Ministros da Visitação não substituem o padre na presença junto às pessoas. O problema é que, em virtude do tamanho das paróquias e da diversidade de trabalhos, o padre, sozinho, não dá conta de tudo. Imaginemos uma Paróquia com 25 mil habitantes. Como o padre vai poder conhecer mais de perto todas essas pessoas.

6-Quais são os destinatários da visitação?
A visita a que se refere este novo Ministério instituído em nossa Arquidiocese se destina a todos. Trata-se de uma atitude pastoral contínua, freqüente através da qual laços de conhecimento e mesmo relacionamento vão sendo estabelecidos entre os Ministros e as pessoas visitadas. Por certo em fidelidade ao Evangelho, atenção especial deverá ser dada aos sofredores, sejam eles quais forem, estejam eles onde estiverem. Alguns exemplos são indicados: doentes, enlutados, prisioneiros e mais pobres. Sendo assim os Ministros da Visitação também devem auxiliar os famintos , os sem-chão, os sem-teto e os sem-roupa digna. 

Não poderão se esquecer, também os desanimados, dos desesperançados e dos pequenos. As visitas devem incluir asilos, creches, centros de estudo e de pesquisa, escolas, universidades, orfanatos, centros de recuperação de drogados e de tratamento de soropositivos.

Outros que precisam receber a visita dos Ministros são os sem religião, indiferentes à Igreja, os afastados, os desempregados e os moradores de rua. Os lares desfeitos, os ambientes de trabalho e de lazer, as favelas, os seminários, noviciados e “casas de formação” vão aguardar a visita dos Ministros. Nem se pode esquecer dos novos advindos às Paróquias e comunidades e dos lugares de fora da Arquidiocese, que também devem ser foco deste trabalho.

Com uma extensa lista de destinatários, o Ministério da Visitação vai trabalhar integrado à Pastoral de Conjunto e contar com a colaboração dos mais diversos agentes pastorais, tais como: da Saúde e dos Enfermos, Carcerária e outras.

7-Qual a preparação dos Ministros da Visitação?
Receberão uma formação especial através de um programa e encontros organizados pelo Secretário Arquidiocesano de Pastoral cujo objetivo é formar multiplicadores para que, em todas as paróquias seja implantado esse Novo Ministério. 

“Nossa Arquidiocese prevê uma formação inicial em que se reflete sobre a especificidade do Ministério da Visitação – olham-se os desafios e se apontam caminhos para o trabalho. Todavia, é indispensável a formação permanente, que pode acontecer, pelo menos, em dois momentos. O primeiro é o dos cursos que vãos sendo organizados nas Foranias ou Paróquias. O segundo é o da reunião regular, na paróquia, onde as situações vão sendo partilhadas, analisadas, e o amadurecimento do missionários vai acontecendo.”

8-Quem poderá ser Ministro da Visitação?
“Para ser ministro da visitação é preciso, antes de mais nada, ter vocação. É preciso se sentir chamado por Deus a este serviço específico que tem um rosto essencialmente missionário. Além disso, deve ser alguém já maduro na caminhada da fé, pois vai falar em nome da Igreja, enfrentando desafios e questionamentos. É preciso ser pessoas com facilidade de diálogo, paciência e persistência. Deve ter boa fama na redondeza, sendo, de modo especial, reconhecida como pessoa de fé coerente com a fé que possui” 

9- Qual é o grande ideal da visitação?
É a evangelização. Razão porque criamos o Ministério da Visitação. Evangelizar de maneira mais personalizada, redescobrindo o valor do face-a-face, em que alegrias e tristezas são partilhadas à luz da fé, respondendo aos anseios de nosso tempo. 

Por esse motivo, pode-se afirmar que esse novo Ministério é essencial e urgente no mundo de hoje, especialmente numa cidade como Juiz de Fora. Este ministério é essencial e urgente porque atua diretamente sobre cada pessoa, cada família, cada pequeno grupo. O pluralismo, que tanto nos assusta, tem o valor de permitir que as respostas de fé sejam dadas através da escolha, da opção, da conversão mesmo. O contato pessoal, feito através das visitas, possibilita, na conversa, na escuta e na oração, que cada pessoas seja evangelizada de modo muito próprio, bem especial. É por isso que não está tão errado dizer que estamos diante de uma atividade prioritaríssima.

DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

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