11 – Método do Querígma – Hoje

MétodoO método da evangelização querigmática compreende vários elementos que se devem considerar. Estes se fundem tanto com o objetivo da evangelização como com o conteúdo dela. Analisaremos alguns dos principais aspectos que devem ser tomados em conta, para aprender a transmitir melhor a mensagem da salvação. Queremos assegurar que o exposto aqui não foi elaborado em um escritório, mas que é fruto da experiência, pessoal de muitas pessoas com quem compartilhamos êxitos e fracassos em evangelizações massivas, grupais, pessoa a pessoa e até porta a porta.

12.1. A CHAVE DA EVANGELIZAÇÃO: O TESTEMUNHO

O testemunho pessoal é o centro e a chave de uma evangelização eficaz. Por testemunho se entende a expressão verbal de como Jesus transformou a vida, e como se vivem já os efeitos de sua morte, e as primícias da Ressurreição definitiva. Portanto, é vivencial e pessoal. Não se apresentam idéias ou doutrinas, mas feitos concretos onde se experimentou a salvação de Jesus. Se o evangelizador assegura que Jesus é o único Salvador é porque ele pessoalmente viveu em áreas muito concretas. Como pode alguém afirmar, com segurança e convencimento que Jesus salva, se ele mesmo não O experimentou de alguma forma? E testemunho da morte redentora de Cristo, quando aspectos concretos da vida de pecado foram mortos na cruz de Jesus e participa das primícias da vida nova de Cristo Ressuscitado.

Tudo o que dizemos poderá sempre ser discutido, até a existência de Deus e de Jesus. O único é irrefutável é quando apresentamos nossas experiências da salvação de Deus e como Ele mudou nossa vida.

Ao expor fatos salvíficos concretos, as palavras ganham um valor singular e levam ao convencimento pessoal. De outra maneira, seria como anunciar um produto que nem sequer o conhecemos, nem mesmo o provamos. Em um testemunho se manifesta, não o que nós fizemos pelo Senhor, mas o que Ele realizou em nossas vidas. Um exemplo maravilhoso é aquele homem que Jesus liberou e a quem ensinou a dar testemunho. “Vai para tua casa, para junto dos teus, e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti” (Mc 5, 19).

A) Três características do testemunho: ABC

ALEGRE

O Evangelho, comunicação de uma imensa alegria (cf.Lc 22, 10), não pode ser transmitido eficazmente senão com o gozo do qual Jesus estava cheio (cf. Lc 10, 21), e também os Apóstolos (cf. l Ts 6, 1- Jo 4, 2). Um testemunho deve estar envolto em uma atmosfera de alegria, acompanhado de um sorriso, do fogo das palavras e da convicção do olhar. O gozo é o primeiro sinal de quem encontrou um tesouro perdido. Este deve ser manifesto, e tão contagioso que convide ao evangelizado a tê-lo também. Naturalmente, não se trata de uma alegria porque não existem problemas, mas porque a alegria é nossa fortaleza (cf. Ne. 8,10).

BREVE

Um bom testemunho é centrado no fundamental da obra salvífica de Deus, sem entrar em detalhes acidentais ou complicados. Os relatos longos cansam, porque se perde em enfoque fundamental.

Não é necessário contar toda a vida, mas só que guarda relação direta com a conversão. As situações de pecado (especialmente quando envolvem outros) devem ser tratadas com delicadeza e prudência. Não convém identificar pessoas que possam ser, de alguma maneira, afetadas com o que se expõe. Não se devem exagerar as coisas, nem nosso pecado, nem a obra salvífica de Deus, inventando milagres ou aumentando os fatos.

CENTRADO EM CRISTO

Um testemunho não se centra em quem o dá, para que os demais o admirem, mas em Cristo mesmo e sua obra salvífica. O melhor exemplo é a Virgem Maria, que exclama: “porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso”. Logo termina dando o reconhecimento e louvor ao mesmo Deus: “cujo nome é santo” (Lc 1, 49).

O pronome pessoal da primeira pessoa, “Eu”, quase não deve aparecer: “eu fiz, eu mudei, eu sou, eu tenho”, porém a frase preferida deve ser: “O Senhor me…; O Senhor me salvou, Ele me amou, Ele me deu Seu Espírito, etc.

O TESTEMUNHO É:

Alegre

Breve

Centrado em Cristo

B) Quatro partes do testemunho.

I) Antes de Cristo

-Como éramos e como estávamos necessitados de salvação

Aqui se grifa nossa vida longe do Senhor e como Ele foi tecendo o caminho para o encontrarmos.

II) Encontro com Cristo

– O encontro pessoal com Jesus pela fé.

Apresenta-se o que aconteceu e como aceitamos a salvação de Jesus; centrando-se na fé e a conversão como meios para alcançar a salvação.

III) Depois de Cristo

– A mudança de tudo o que se enumerou no primeiro ponto

Não nos apresentamos como perfeitos, mas como simples testemunhos em quem Deus iniciou sua obra salvífica. Na primeira parte não se enumera toda a vida de pecado, mas especialmente aqueles aspectos onde já se apresentou a salvação trazida por Jesus.

IV) Motivação

O testemunho sempre deve terminar com uma explícita exortação: “Se o fez em mim, o pode fazer em você. O Senhor quer fazê-lo também em sua vida”.

4 pARTES Do TESTEMUNHO

– Antes de Cristo

– Encontro com Cristo

– Depois de Cristo

– Motivação

C) O melhor testemunho: é de cada um

Muitas vezes não valorizamos nosso próprio testemunho, nem somos conscientes de que quando o Senhor fez não foi só para proveito individual, mas também para edificação de toda a comunidade. Há quem pense que os testemunhos edificantes são unicamente coisas maravilhosas e mudanças grandiosas, acompanhadas de milagres e sinais extraordinários. Necessariamente não acontece sempre assim. A cada um Deus abençoa como mais lhe convém. Por isso, o melhor testemunho que existe é o que cada um pode dar. Cada testemunho toca as pessoas que estão percorrendo um itinerário semelhante. Há muita gente que se parece conosco e não precisam de testemunhos ‘espetaculares’. Nosso testemunho lhe será uma grande ajuda. Além disso,

um testemunho abençoa algumas pessoas, e outro abençoa a outras.

D) Resumo do plano da salvação

 Um testemunho deve ser um resumo do plano salvífico. Quando conseguimos expô-lo assim, o evangelizado se identifica com os diferentes pontos ou etapas de sua própria História da Salvação. Aqui expressamos um esqueleto que deverá ser completado pelos aspectos pessoais de cada um. O que nos interessa é que fique clara a idéia de que um testemunho deve ter a coluna vertebral do plano de salvação, e a medula do querigma, e este, por sua vez, há de ser exemplificado com o próprio testemunho:

      Mas eu não o experimentava por meu pecado…

      E no entanto Ele estava comigo…

      Até que tive uma experiência pessoal com Cristo…

      Que morreu por meu pecado e me deu vida nova…

      Experimentei-O quando acreditei e me converti…

      Confessando-O meu Salvador pessoal…

      E o Senhor de toda minha vida…

      Ele me deu nova vida pelo Seu Espírito…

      E agora vivo na famflia de Deus…

   Por causa de Seu amor por mim quero ser um agente de transformação da realidade…

Dinâmica

Escrever o seu próprio testemunho com um marco querigmático:

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