03 – O Sacramento da Unção dos Enfermos

Unção1 “Os doentes devem ser acolhidos como pessoas e cristãos” diz o Papa. Quando as pessoas adoecem, a sua vida muda. Com freqüência não podem mais cuidar de si mesmas e dependem da ajuda de outros. Não podem procurar ninguém, apenas podem esperar que alguém venha ao seu encontro. Já não são valorizadas na vida social, nada valem para a sociedade. Com freqüência, caem no isolamento, perdendo a coragem e a esperança.

 No Antigo Testamento o homem vive a doença diante de Deus. A enfermidade se torna caminho de conversão e o perdão de Deus dá início à cura. (Ex 15, 26). O profeta Isaías anuncia em Isaías capitulo 33 que Deus fará chegar um tempo para Sião em que toda falta será perdoada e toda doença será curada.

 No Novo Testamento, Jesus não evitou os doentes (Mc 2, 5-12). Porque a sua Igreja não é somente uma comunidade de fé, mas também de vida. Cada um deve sentir que tem nela um irmão e uma irmã: visitar os doentes é uma obra de misericórdia.

 Desde as origens, a Igreja tem uma solicitude muito particular para com os doentes: “Há algum enfermo? Mande, então, chamar os presbíteros da Igreja, que façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará e, se tiver cometido pecado, será perdoado”. (Tg 5, 14-15).

 O sacramento ainda é administrado do mesmo modo. O sacerdote reza pelo doente e com o doente. Unge-lhe a fronte e as mãos com o óleo sagrado. Por esta unção santa e pela sua grande misericórdia, o Senhor reconforta com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de todos os pecados, conceda a salvação. Depois da unção, o doente recebe a santa comunhão, o “viático” (pão para a viagem).

 Quem confia a sua vida a Jesus, quem vive com Jesus, pode ter a certeza de que não será afastado desta comunhão, mesmo em caso de doença ou de perigo de morte. Os fiéis podem segurar-se no seu Senhor. Ele sabe o que é o sofrimento. (Mt 25, 36). Eles podem pedir-lhe ajuda. Podem unir o seu próprio sofrimento ao de Jesus pela vida do mundo.

 “Porque nenhum de vós vive para si mesmo, como nenhum de vós morre para si mesmo. Pois, se vivemos é para o Senhor que vivemos, e se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Epístola aos Romanos 14, 7-8)

O sacramento da unção dos doentes pode ser administrado no hospital ou numa Igreja e várias pessoas podem recebê-lo. Se a doença perdura ou piora, o doente pode receber o sacramento várias vezes.

Devemos buscar o exemplo de santos, que “inspirados pelos ensinamentos de “Cristo, Médico Divino”, dedicaram a vida e as energias para dar ao mundo da enfermidade, uma feição humana, marcada pela solidariedade”

Papa João Paulo II

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s