10 – Sacramento do Batismo


Batismo porta
INTRODUÇÃO

01. O batismo é a porta de entrada na Igreja, necessário para a Salvação pelo menos em desejo, e, também, para receber validamente os outros sacramentos (cf. CDC 849).

02. A graça batismal é uma realidade rica que produz o nascimento para a Vida Nova, pelo qual o homem se torna filho adotivo do Pai, membro de Cristo, herdeiro do Reino de Deus, templo do Espírito Santo, incorpora o batizado à Igreja e redime do pecado original e de todos os pecados pessoais.

PREPARAÇÃO

03. Os pais têm obrigação de cuidar que as crianças sejam batizadas logo nas primeiras semanas de vida (cf. Cân. 867).

04. Toda comunidade deve oferecer uma oportunidade aos pais de preparação para o batismo de seus filhos, levando-se em conta a necessidade e as condições dos mesmos.

05. A preparação seja entendida como um conjunto de iniciativas que promovam pais, padrinhos e batizandos adultos, não só com doutrinação, mas também com a inserção na vida comunitária Se isso não acontecer, cabe à equipe de pastoral do batismo a tarefa de procurar iniciar ou estimular essa integração.

06. Por ser o batismo um sacramento que incorpora o batizando à comunidade, é conveniente que, tanto a preparação quanto a celebração sejam feitos na comunidade onde os pais ou batizandos adultos moram ou freqüentam habitualmente.

07. “É importante lembrar que esses encontros de preparação deverão ser mais participativos, dialogais, fraternos e atualizados, que levam os participantes a uma comunhão pessoal com Jesus. Para tanto os organizadores devem evitar repetir mecanicamente os seus conteúdos, mas antes, procurar conhecer os participantes e adequar a eles o conteúdo das reflexões e atividades, além de reciclarem a sua própria formação” (RA 453). 

08. “Os encontros de preparação devem estar na linha catecumenal, isto é: devem incluir doutrina, vivência e celebração. Em todos estes encontros seja destacado o caráter celebrativo do Mistério Pascal” (cf. RA 454, 455).

09. Crianças, até 07 anos, não precisam de preparação. Para maiores de 07 anos, haja catequese adequada, conforme a situação de cada um. No caso de adultos, haja preparação completa da doutrina Católica e Catecumenato de integração comunitária, correspondendo às diversas etapas, de acordo com o Ritual de Iniciação Cristã de adultos (cf. Câns. 852 e 97).

10. A comunidade onde os pais se prepararam deverá oferecer um comprovante que será apresentado na Comunidade onde será realizado o batismo.

PADRINHOS

11. Na cultura brasileira o compadrio é muito forte, quase um parentesco. Por isso, enquanto possível, sejam dados padrinhos ao batizando. Pode haver um só padrinho ou uma só madrinha (cf. Câns. 872 – 873).

12. Para assumir a missão de padrinho ou madrinha, requer-se livre escolha e intenção de aceitar tal incumbência; que tenha completado dezesseis anos de idade, seja católico, crismado, já tenha feito a 1ª Comunhão, participe da Comunidade e não seja pai ou mãe do batizando (cf. Cân. 874).

CELEBRAÇÃO

13. O Batismo seja celebrado de modo solene e com a participação da Comunidade, sobretudo dos pais, parentes, padrinhos e da equipe de celebração.

14. A celebração do Batismo em casas particulares ou nos hospitais só pode ser feita quando a criança corre risco de vida.

15. Ressalvados os casos de emergência, cada Comunidade tenha dias fixos para a Celebração Sacramental, preferencialmente nos dias de domingo, sublinhando assim o caráter pascal (cf. Cân. 865).

16. Os saídos da infância (a partir dos 7 anos) devem ser preparados através da Catequese, ao final da qual serão batizados e farão a Primeira Comunhão, e serão encaminhados, oportunamente, à preparação para a Crisma (cf. Cân. 97 e 852).

17. Para os adultos, realizar-se-á, de uma só vez, os sacramentos de iniciação (Batismo, Crisma e Eucaristia), de preferência na Vigília Pascal (cf. Cân. 863).

18. A celebração do batismo de crianças será presidida por Sacerdote, diácono ou ministro extraordinário, devidamente provisionado.

19. Os batismos devem ser registrados nos livros próprios. Os pais têm direito à certidão.

CASOS  ESPECIAIS

20. As mães (e pais) solteiros merecem especial e caridosa acolhida pastoral.

21. Os pais que vivem juntos mas não podem se casar sejam acolhidos com caridade e ajudados na educação cristã dos filhos, participando na comunidade.

22. Quando os pais estão em situação matrimonial irregular, mas que pode ser regularizada, é necessário que a comunidade se empenhe, convenientemente, em levá-los ao matrimônio, valorizando, assim, a vivência sacramental.

23. Quando os pais forem de religiões diferentes, respeite-se a religião da parte não católica, sua liberdade de estar ausente da preparação e batismo do filho. Ao mesmo tempo, que se exija da parte católica, apoiada pela comunidade, garantia de educação na fé do batizando.

ACOMPANHAMENTO

22. Para que, de fato, se dê a inserção do batizado, a comunidade poderia organizar um trabalho de visitas periódicas às famílias após o Batismo, pondo em prática a dimensão missionária da comunidade, a exemplo do Bom Pastor.

23. Como nossa realidade é, praticamente, toda urbana, é importante que se criem grupos de reflexão, de oração, de vida, onde o compromisso batismal possa ser vivido, desenvolvendo-se também sua dimensão social de transformar e santificar o mundo. Pois a Igreja existe não apenas para “salvar-se”, mas para colaborar na salvação do mundo.

OUTRAS  CONSIDERAÇÕES

Os crentes afirmam que o batismo dos católicos não é válido! Só os adultos que crêem podem receber validamente o batismo, que só vale por imersão! Onde estão as provas bíblicas para esta afirmação ? Não existem!

Alguns “crentes” afirmam que Jesus foi batizado no rio Jordão por imersão. Mas, os Evangelhos não falam disso! Pode ter sido batizado como o apresentam antigas estampas: ficando com os pés no rio, enquanto são João lhe derramava a água, com a mão na cabeça. Na verdade, o modo de molhar o corpo com a água não tem importância! Senão seria prescrito!

Outros afirmam que “batizare“, em grego, significa “imergir na água” logo… Os biblistas, porém, documentam que em várias passagens da Bíblia esta palavra significa, igualmente, “lavar” ou “molhar” na água as mãos, os dedos, os pés etc. São Paulo usa esta palavra em 1Cor. 10,2: “Todos (os israelitas) foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar”. (como símbolo do batismo cristão). Sabemos, porém, que este batismo não aconteceu por imersão pois os Israelitas, junto com todas as crianças, passaram o Mar Vermelho a pé, enxuto, tocando apenas a areia úmida do mar. Quem tomou o “batismo por imersão”, foram os soldados egípcios! E todos pereceram! (Ex. 14,19 – 20) No batismo vale mais a fé em Deus e a obediência a seu legítimo representante do que a maneira de aplicar a água.

Alguns textos bíblicos indicam o batismo feito por imposição. Em At. 8,36 – 38 lemos sobre o batismo do eunuco etíope, feito pelo diácono Filipe, no caminho entre Jerusalém e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em que seria possível batizá-lo por imersão. Há apenas pequenas nascentes.

At. 9,18 – 19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa de Damasco. Não havia piscina nem tempo para batismo por imersão; pois, lemos: “Imediatamente lhe caíram dos olhos como escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi batizado, e tomando alimento, recuperou as forças”.

Igualmente em Filipos (At. 16,33) S. Paulo batizou o carcereiro convertido: “Naquela hora da noite (o carcereiro) lavou-lhe as chagas e imediatamente foi batizado ele e toda a sua família”. E nos cárceres romanos não havia piscinas!

Como no caso acima, assim também na ocasião do batismo de Lídia e de Estéfanas, são Paulo menciona que Lídia recebeu o batismo “com todos os de sua casa”; (At. 16,14 – 15) e “batizei a família de Estéfanas” (1 Cor 1,16) onde, certamente, não faltavam crianças pequenas.

O próprio Jesus afirma a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo, que quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus”. Para os primeiros cristãos esta regra valia igualmente para as crianças. Por isso santo Ireneu (que viveu entre 140 a 204) escreveu: “Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos”. (Adv. Haer. livro 2)

Orígenes (185 255) escreve: “A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos”. (Espist. ad Rom. livro 5,9). E S. Cipriano em 258 escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (Carta a Fido).

Na “Nova e Eterna Aliança”o batismo substituiu a circuncisão da “Antiga Aliança”, como rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

Por isso a Igreja católica recomenda batizar as crianças dentro do primeiro mês, após o nascimento.

Mesmo que as seitas não dêem valor à Tradição Apostólica, cada homem honesto reconhece que os cristãos dos primeiros séculos conheciam muito bem e observavam zelosamente a doutrina e as práticas religiosas recebidas dos Apóstolos.

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