03 – Batisno no CIC

batismo no cicCIC 1212 – Pelos sacramentos da iniciação cristã – batismo, confirmação e eucaristia – são colocados os fundamentos de toda vida cristã. “A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom, mediante a graça de Cristo, apresenta uma certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. Os fiéis, de fato, renascidos no batismo, são fortalecidos pelo sacramento da confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade”.

CIC 1213 – O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito (“vitae spiritualis ianua“) e a porta que abre acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo – O batismo é o sacramento da regeneração pela água na palavra“.

CIC 1214 – Ele é denominado batismo com base no rito central pelo qual é realizado: batizar (“baptizein” em grego) significa “mergulhar”, “imergir”; o “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita, como “nova criatura” (2 Cor. 5,17; Gl. 6,15).

CIC 1216 “Este banho é chamado iluminação, porque aqueles que recebem este ensinamento [catequético] têm o espírito iluminado…”. Depois de receber no batismo o Verbo, “a luz verdadeira que ilumina todo homem” (Jo 1,9), o batizado, “após ter sido iluminado” (Hb. 10,32), se converte em “filho da luz” (1 Ts. 5,51), e em “luz” ele mesmo (Ef. 5,8).

O batismo é o mais belo e o mais magnífico dom de Deus. (…) Chamamo-lo; de dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem; graça, porque é dado até a culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (tais são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus.

CIC 1223 – Todas as prefigurações da antiga aliança encontram a sua realização em Cristo Jesus. Ele começa a sua vida pública depois de ter-se feito batizar por são João Batista no Jordão, e após a sua ressurreição confere esta missão aos apóstolos: “Ide, pois, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt. 28,19 – 20).

CIC 1229 – Tornar-se cristão, eis algo que se realiza desde os tempos dos apóstolos por um itinerário e uma iniciação que passa por várias etapas. Este itinerário pode ser percorrido com rapidez ou lentamente. Deverá sempre comportar alguns elementos essenciais: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho acarretando uma conversão, a profissão de fé, o batismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à comunhão eucarística.

CIC 1237 – Visto que o batismo significa a libertação do pecado e do seu instigador, o diabo, pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás. Assim preparado, ele pode confessar a fé da Igreja, à qual será “confiado” pelo batismo.

CIC 1238 – A água batismal é então consagrada por uma oração de epiclese (seja no próprio momento, seja na noite pascal). A Igreja pede a Deus que, pelo seu Filho, o poder do Espírito Santo desça sobre essa água, para que os que forem batizados nela “nasçam da água e do Espírito” (Jo 3,5)

CIC 1239 – Segue então o rito essencial do sacramento: o batismo propriamente dito, que significa e realiza a morte ao pecado e a entrada na vida da Santíssima Trindade através da confirmação no mistério pascal de Cristo. O Batismo é realizado da maneira mais significativa pela tríplice imersão na água batismal. Mas desde a antigüidade ele pode também ser conferido derramando-se, por três vezes, a água sobre a cabeça do candidato.

CIC 1241 – A unção com o santo crisma, óleo perfumado consagrado pelo bispo, significa o dom do Espírito Santo ao novo batizado. Este tornou-se um cristão, isto é, “ungido” do Espírito Santo, incorporado a Cristo, que é ungido sacerdote, profeta e rei.

CIC 1243 – A veste branca simboliza que o batizado “vestiu-se de Cristo” (Gl. 3,27): ressuscitou com Cristo. A vela, acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou o neófito. Em Cristo, os batizados são “a luz do mundo” (Mt. 5,14).

 CIC 1253 – “O batismo é o sacramento da fé. Mas a fé tem necessidade da comunidade dos crentes. Cada um dos fiéis só pode crer dentro da fé da Igreja. A fé que se requer para O batismo não é uma fé perfeita e madura, mas um começo, que é chamado a desenvolver-se. Ao catecúmeno ou a seu padrinho é feita a pergunta: “Que pedis à Igreja de Deus?’. Ele responde: “A fé!”.

 CIC 1254 – Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer após o batismo. É por isso que a Igreja celebra cada ano, na noite pascal, a renovação das promessas batismais. A preparação para o batismo leva apenas ao limiar da vida nova. O batismo é a fonte da vida nova em Cristo, fonte esta da qual brota toda a vida cristã.

CIC 1255 – Para que a graça batismal possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais. Este é também o papel do padrinho ou da madrinha, que devem ser cristãos firmes, capazes e prontos a ajudar o novo batizado, criança ou adulto, na sua caminhada na vida cristã. A tarefa deles é uma verdadeira função eclesial (“officium“). A comunidade eclesial inteira tem uma parcela de responsabilidade no desenvolvimento e na conservação da graça recebida no batismo.

CIC 1263 – Pelo batismo, todos, os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Com efeito, naqueles que foram regenerados não resta nada que os impeça de entrar no Reino de Deus: nem o pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as seqüelas do pecado, das quais a mais grave é a separação de Deus.

CIC 1267 – O batismo faz-nos membros do Corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef. 4,25). O batismo incorpora à Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da nova aliança, que supera todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: “Fomos todos batizados num só Espírito para sermos um só corpo” (1Cor. 12,13).

CIC 1268 – Os batizados tornaram-se “pedras vivas” para a “construção de um edifício espiritual, para um sacerdócio santo” (1Pd. 2,5). Pelo batismo, participam do sacerdócio de Cristo, da sua missão proféticas, régia; “sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd. 2,9). O batismo faz participar do sacerdócio comum dos fiéis.

CIC 1269 – Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo (1Cor. 6,19), mas àquele que morreu e ressuscitou por nós. Logo, é chamado a submeter-se aos outros, a servi-los na comunhão da Igreja, a ser “obediente e dócil” aos chefes da Igreja (Hb. 13,17) e a considerá-los com respeito e afeição. Assim como o batismo é a fonte de responsabilidades e de deveres, o batizado também goza de direitos dentro da Igreja: a receber os sacramentos, a ser alimentado com a Palavra de Deus e a ser sustentado pelos outros auxílios espirituais da Igreja.

CIC 1274 – O “selo do Senhor” (“Dominicus character”) é o selo com o qual o Espírito Santo nos marcou “para o dia da redenção” (Ef. 4,30). “O batismo, com efeito, é o selo da vida eterna”. O fiel que tiver “guardado o selo” até o fim, isto é, que tiver permanecido fiel às exigências do seu batismo, poderá caminhar “marcado pelo sinal da fé”, com a fé do seu batismo, à espera da visão feliz de Deus – consumação da fé – e na esperança da ressurreição.

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